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sábado, 19 de abril de 2008

Stan Lee fala sobre co-projeto com Hiroyuki Takei

Mais notícias frescas do New York Comic Con. Stan Lee deu novos detalhes em um painel exclusivo no evento para divulgar a sua nova HQ, Karakuri Douji ULTIMO, uma co-produção com o mangaka Hiroyuki Takei (autor do mangá Shaman King). A obra aparece previamente em uma edição especial da JUMP SQ, que traz ilustração de diversos artistas japoneses interpretando os famosos personagens de quadrinhos desenhados por Stan Lee (prática comum de homenagem entre autores de quadrinhos japoneses para homenagear outro artista). A série será publicada mensalmente na revista japonesa e o mesmo deve acontecer na edição americana da Shonen JUMP, em intervalos curtos entre a publicação no Japão e a versão americana.

O ícone da Marvel Comics revelou ainda que criou a história e os personagens e enviou o roteiro para o Japão, onde os editores japoneses mexiam um pouco com a história e a retornava. "Foi tanto vai-e-vem que eu não tenho idéia de quem é o autor da história atual, mas é certamente uma combinação de ambos os lados e eu estou tão curioso quanto vocês para ler", revelou o criador do Homem-Aranha, Surfista Prateado e tantos outros super-heróis.

Já em uma entrevista feita à revista americana Otaku USA em formato podcast, realizada antes do painel, Stan Lee comentou um pouco mais sobre o trabalho e sua relação com os quadrinhos japoneses. Ele revelou que Hiroyuki Takei desenha segundo o roteiro que recebe e que, a partir daí, o roteiro é desenvolvido pelo mangaka e os editores japoneses, em japonês, claro. Já na versão americana, os diálogos serão reescritos por Stan Lee. O artista revelou ainda que a idéia surgiu da editora Shueisha, que publica a revista JUMP SQ (e toda a linha JUMP, o que inclui a famosa Shonen JUMP semanal). Os editores japoneses entraram em contato com a POW Entertainment, produtora criada por Stan Lee, sugerindo um projeto em conjunto. Lee diz que sempre teve interesse em trabalhar com mangás e por isso aceitou a empreitada. A indicação de Hiroyuki Takei partiu da Shueisha, não de Stan Lee, mas o americano revelou estar satisfeito e empolgado com o trabalho conjunto.

Na entrevista, teve até espaço para comentar a "adaptação" japonesa do Homem-Aranha em uma série de TV live-action, realizada em 1978: "É bem diferente do que fazemos nos Estados Unidos (risos). É bem imaginativo, é tão emocionante, cheio de coisas para se ver". O aúdio da conversa está disponível, em inglês, no blog An Eternal Thought in the Mind of Godzilla (não achei um link no site oficial da revista).

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Ooru - Novo mangá adulto da Conrad

Eu juro que não é proposital, mas só dá post sobre HQs da Conrad Editora por aqui. Pudera, a empresa voltou com tudo nesses últimos dias, anunciando a volta de títulos e lançamento de alguns novos.

Hoje, é a vez do mangá Ooru, direcionado ao público adulto, entrar em pré-venda na Loja Conrad. No enredo, o protagonista é um autor de mangás chamado Kôzô Sanou que fez fama e dinheiro com um mangá semanal. Ao fim deste, resolve se exilar em uma pequena ilha do Japão. Lá, porém, enquanto tenta ser convencido por um editor endividado a retomar a produção de HQs, acaba se envolvendo em uma trama de assassinato da Yakuza! Enredo bastante interessante, não?

O autor da HQ é Jun Hanyunyuu, que ficou famoso com o mangá "Koi no Mon" ("Portão do Amor" em português), publicado na revista Comic Beam (assim como "Ooru"). A edição brasileira virá no formato original de cerca de 180 páginas, em 5 volumes distribuídos bimetralmente a R$ 12,90. O lançamento está previsto para abril.

O erro da editora brasileira está em não adotar um nome em português e manter um nome em japonês (na minha opinião, uma má opção de marketing). Segundo a Conrad, "ooru" significa "azul" em japonês. E, se você for conferir no site oficial do artista ou mesmo nas imagens acima (se souber japonês, claro), verá que a obra original utiliza o kanji (ideograma japonês) para "azul", apesar de indicar a leitura "Ooruu". Até onde eu saiba, o correto é "aoi". Ooru não é citado nos dicionários que possuo aqui ou mesmo nos dicionários virtuais que encontrei por aí. Talvez seja "azul" em outra lingua. Mas, enfim, não seria a primeira vez quem um japonês inventaria leitura para um kanji...

De qualquer modo, é inegável que a Conrad é uma ótima editora de histórias em quadrinhos, sempre trazendo títulos interessantes em boa qualidade, a despeito das mancadas do ano passado e às vezes até do preço salgado. Não espero outra coisa deste!

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terça-feira, 18 de março de 2008

Slam Dunk: 10 Dias Depois

O mangá já acabou faz uns 2 meses por aqui, mas endosso aqui uma dica dada pelo Universo HQ na bela resenha do último volume do mangá Slam Dunk, de Takehiko Inoue (Vagabond), um dos títulos mais divertidos a surgir em terras brasileiras.
Para quem não sabe, em 2004, portanto 8 anos após o fim do mangá no Japão, o autor criou um capítulo extra que se passa 10 dias após o fim da história original. E este foi publicado, pasmem, nas lousas de uma escola japonesa! A "história em lousas" pôde ser conferida durante apenas três dias, mas foi eternizada no documentário Slam Dunk: 10 Days After.
O capítulo pode ser conferido em um vídeo, no original em japonês. Para tornar mais acessível, posto abaixo em uma versão (mal) traduzida para o inglês:



Para quem não conhece, Slam Dunk é uma história em quadrinhos japonesa de de 31 volumes que conta o início da ascendente trajetória do time de basquete de uma escola de Ensino Médio no Japão. Com um enredo fácil, mas cativante, é o quinto mangá mais vendido na história do Japão, mesmo dividindo páginas com o monstruoso sucesso que é Dragon Ball na revista semanal Shonen JUMP.
Além disso, Slam Dunk é responsável por popularizar o esporte no país (fato nem um pouco único, visto que outras modalidades também despertaram interesse nos japoneses após o sucesso de uma determinada HQ). Chegou ao Brasil pela Editora Conrad e é um dos raros títulos de quadrinhos focados em esporte a ser publicado por aqui, no país do futebol.

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